O fim dos bancos de imagens genéricas

Em tempos atrás, as pessoas buscavam imagens ao redor da web para poder utilizá-las em suas publicações, trabalhos escolares, projetos, etc. Era extremamente necessário validar se não eram imagens com direitos autorais (o que era e é extremamente comum até os dias de hoje), e para pessoas que precisavam de muitas imagens, ou faziam parte de empresas, a saída mais utilizada eram os bancos de imagens genéricas.

Esses bancos de imagens, basicamente funcionam como um repositório com várias imagens pensadas para representar ambientes que às empresas mais buscam. Um exemplo dessas imagens é o famoso ambiente de uma instituição, onde os colaboradores (funcionários) simulam uma conversa entre eles, sorrindo ou de forma focada, representando o cenário profissional.

O fim desses bancos de imagens

Diferente do que você pode pensar, não, não é exatamente um “fim” para as empresas que seguiam esse modelo de negócio, embora hoje a estratégia e necessidade desse tipo de conteúdo tenha mudado completamente, essas empresas têm buscado se atualizar e adaptar, dessa forma, mesmo que tenha que mudar o modelo de produção, elas seguem vivas e buscando seu espaço em meio a essa gigantesca mudança.

Mas é um fato que esse tipo de banco de dados de imagens, como conhecíamos, chegou ao fim. É impossível competir com os “players” e a tecnologia atual usando as mesmas ferramentas de antes. Provavelmente até os anos de 2016/2017/2018, ainda eram extremamente comuns e conhecidos, mas após o período da pandemia, e o principal, o lançamento da era generativa da IA, tudo mudou.

Como a IA mudou completamente os negócios

Muitos podem não saber, mas a IA (Inteligência Artificial) já existe desde meados dos anos 50 (1950), quando os primeiros “neurônios artificiais” foram criados, e grandes nomes, como Alan Turing realizou vários testes para validar o quão inteligente realmente eram essas “IA”, que naquele momento não era conhecido dessa forma.

Somente em 1956 o termo Inteligência Artificial foi proposto pelo cientista da computação John McCarthy, com o propósito de nomear o campo de estudos para o desenvolvimento de máquinas inteligentes. Nos anos seguintes, várias máquinas, principalmente de montagem já estavam sendo construídas, no início dos anos 2000, era lançado o primeiro Robô Aspirador. Em 2011 a Apple lançava a primeira versão da Siri para o Iphone 4S.

Mesmo com a IA já presente em nossas vidas há tanto tempo, foi só em 2022 que ela mudou completamente o uso social, pessoal e empresarial completamente com o lançamento do Chat GPT-3.5. Note que essa já era a versão 3.5, evolução da 3.0 (2020), e bem mais desenvolvida que a primeira versão, que foi lançada em 2018 pela OpenAI.

Mas porquê essa versão do ChatGPT mudou tudo? Basicamente, foi nessa versão que se tornou possível, de forma prática, conversar com uma IA. Perguntar coisas, tirar dúvidas, conversar sobre a “vida”, pedir ajuda com atividades, e na época, também já poder gerar imagens. Esse último iniciado pela ferramenta DALL-E, também da OpenAI.

Geração de imagens com IA generativa

Basicamente, foi aqui que tudo mudou para os bancos de dados de imagens genéricas, onde, à partir deste ponto, usuários podiam pedir qualquer imagem para a IA, imagens essas livres de copyrights, e com o poder de representar com extrema precisão um cenário que muitas vezes não eram encontradas nesses bancos. 

À partir deste ponto, a criação de imagens se tornou uma prática que leva segundos, e de forma extremamente simples e acessível. Por exemplo, hoje o que mais pode demorar é o tempo que você descreve para IA como você deseja que a imagem seja, a parte de criação não deve levar mais que poucos minutos.

Não estamos dizendo que é algo que qualquer pessoa consiga fazer, na verdade, é essencial ter certo conhecimento e prática, pois a geração de imagens depende de prompts bem escritos e claros, principalmente para a IA, visto que é ela quem precisa interpretar e entregar a imagem de acordo com o descrito.

Diante disso, pode surgir a pergunta: Porque pagar tanto em bancos de dados de imagens, se posso simplesmente pedir que a IA gere uma imagem exatamente como eu quero que ela se pareça, e de forma gratuita (em alguns casos)? E com o tempo, cada vez mais a geração de imagens evoluiu, chegando ao ponto em que estamos nos dias de hoje.

Conclusão

Embora tudo isso indicasse um fim às empresas focadas em bancos de dados de imagens, elas se adaptaram e para muitas delas, pode ter se tornado um momento até mais lucrativo do que antes. Por exemplo, há empresas que faturaram milhões com o treinamento de IAs, já que elas precisam ter bases de imagens para poder gerar novas.

Não só isso, outras empresas até mesmo criaram seus próprios modelos de Inteligência Artificial para complementar, personalizar, ou criar imagens, algumas seguindo o padrão pessoal, outras usando apenas o próprio repositório como base de aprendizado, e outras criando de forma geral.

Sendo assim, esse foi o “fim” dos bancos de dados como conhecíamos antes, mas o meio e as empresas que se adaptaram, seguem vivas, e conseguindo entregar um conteúdo igual, ou até superior a antes.

Vamos ficando por aqui, Kangaroozinho, esperamos que você tenha gostado deste artigo, e se sim, considere dar uma olhada em outros artigos aqui em nosso blog. Abraços =D

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